São Paulo - O presidente do Conselho de Administração da Gol, Constantino Oliveira, mais conhecido como ''seu Nenê'', divulgou nota confirmando ter realizado um empréstimo de R$ 300 mil para o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), ex-governador do Distrito Federal.
O nome de Nenê Constantino apareceu nas reportagens das revistas ''Veja'' e ''Época'' deste final de semana sobre escutas telefônicas feitas com autorização judicial de conversas entre Roriz e Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), preso há duas semanas durante a Operação Aquarela.
Numa das conversas, Roriz e Moura negociam a divisão de dinheiro no escritório de Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol, dono de uma frota de ônibus e de uma empresa prestadora de serviços para o governo do Distrito Federal.
De acordo com a reportagem, Moura diz a Roriz: ''E de lá (do escritório de Constantino) sai cada um com o seu''. Essa conversa foi gravada em 13 de março. Neste mesmo dia, segundo relatório do Controle de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Ministério da Fazenda, Constantino sacou R$ 2,2 milhões no BRB.
A assessoria de Roriz informou que seu Nenê teria emprestado R$ 300 mil para o senador comprar parte de uma bezerra nelore da Universidade de Marília.
Em nota, a assessoria de Constantino Oliveira informa que ele ''utilizou o recebimento do valor de R$ 2,2 milhões, proveniente da venda de uma fazenda de sua propriedade para a Agrícola Xingu, para realizar empréstimo de R$ 300 mil em forma de contrato de mutuo e emissão de nota promissória em março de 2007 ao senador do Distrito Federal, Joaquim Roriz''.
''Roriz, na ocasião, retornou R$ 1,9 milhão para o sr. Constantino de Oliveira, mantendo assim os R$ 300 mil como empréstimo'', diz a nota divulgada pelo empresário.

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