Consórcio quer operar transporte em Londrina
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Um consórcio que engloba pelo menos 30 empresas de transporte coletivo, em todo o Brasil, é um dos grandes interessados no resultado final das investigações conduzidas pela Câmara de Vereadores sobre a planilha vigente em Londrina. Ontem, a FOLHA conversou com o representante legal do grupo cujo nome não foi revelado na cidade, Éder Balduino Ferreira, que admitiu que os três empresários da sociedade aguardam não só os trabalhos da Comissão Especial de Investigação (CEI) que analisa os custos da atual tarifa, em meio à greve que pode ter início na próxima segunda-feira, como também a decisão do prefeito Barbosa Neto (PDT) em romper ou não com as duas concessionárias do contrato firmado em 2004, Grande Londrina e Francovig.
Ontem, membros da CEI admitiram que boa parte do relatório que será redigido neste final de semana está respaldada por uma lista de dezenas de irregularidades supostamente constantes do edital da Concorrência Pública 005/2003, que concedeu 82% das linhas à Grande Londrina, e 18% à Francovig. Segundo o presidente da CEI, vereador Joel Garcia (PDT), a ruptura do contrato e o indiciamento de ex-gestores da CMTU serão pedidos com base nas ilegalidades e irregularidades levantadas em parecer da Procuradoria Jurídica da Câmara. À época do certame, explicou, a outorga da concessão foi feita às duas empresas. Foram as duas únicas a participar da concorrência, ofertaram o mesmo preço que já vinham praticando em Londrina e a comissão vai demonstrar que houve esse direcionamento no processo licitatório, adiantou.
Já o representante do consórcio interessado no serviço em Londrina grupo que já atua em cidades como São Paulo (capital), Vassouras (RJ), Campo Grande (MS), Belo Horizonte, Uberlândia (MG) e Petrolina (PE) confirmou que o presidente do consórcio conversou informalmente com Barbosa há cerca de 15 dias. Ainda não temos nenhuma abertura nesse sentido (de dipsutar um certame do tipo em Londrina), mas se tiver, vamos nos manifestar. Como soubemos que há fortes indícios de irregularidades e ouvimos do prefeito que ele vai se posicionar com alguma medida sobre as irregularidades que existam, vamos aguardar, declarou Ferreira, segundo o qual o grupo de fora estaria disposto a entrar na cidade cobrando tarifa de R$ 2. As atuais concessionárias pleiteiam reajuste.
Se aquela licitação for declarada ilegal e o contrato for quebrado, o consórcio de empresários vai se apresentar dando seus nomes só uma das empresas, por exemplo, transporta mensalmente os 4,5 milhões de passageiros que (Grande Londrina e Francovig) se executa aqui, citou. A respeito da conversa com o prefeito, o representante resumiu: Nosso presidente falou com ele (Barbosa) e este disse que, dependendo do que a CEI apontasse, o Ministério Público tomaria as medidas cabíveis. Foi uma visita informal, mas que nos deixou bastante satisfeitos, encerrou.
Ontem, um dia depois de os trabalhadores do sistema deflagrarem greve para a próxima segunda, o sindicato que representa as empresas, Metrolon, foi notificado da decisão. O presidente da entidade, Gildalmo Mendonça, afirmou apenas que acionará o movimento na Justiça. Um advogado trabalhista está cuidando disso. Sobre o assédio de outros grupos e as investigações da CEI sobre o edital, definiu: Não conheço o relatório e tem empresas oportunistas. Há muita especulação em cima disso. O presidente do sindicato dos trabalhadores, João Batista da Silva, não quis comentar a declaração de Mendonça. Vamos receber a medida judicial, primeiro.
O prefeito não se pronunciou, nem via assessoria, sobre a visita do presidente do consórcio.


