Consilux: diretor não se expressou de forma adequada
A empresa Consilux Tecnologia emitiu duas novas notas de esclarecimento, na tarde de ontem, em que argumenta que as declarações do diretor Heterley Richter Júnior, na reportagem do Fantástico, ao falar em apagar multas, ''não se expressou de forma adequada''. ''Estava se referindo ao episódio ocorrido em Curitiba, quando, por determinação dos então diretores da Urbs, as multas aplicadas aos ônibus de transporte coletivo urbano passaram a ser rejeitadas. Esta prática foi suspensa e questionada na Justiça. Tanto que estes ex-diretores ainda respondem processo por renúncia de receita.'' O diretor, no entanto, foi afastado.
A nota reitera que não há qualquer possibilidade técnica de apagar as infrações registradas pelos radares. Sobre os processos de licitação que participou, a empresa esclareceu que em todos os contratos a vitória se deu por proposta técnica e preço. ''Em tempo, na licitação da capital paranaense, o processo de avaliação técnica contou com a presença de um auditor do Tribunal de Contas do Paraná, que pode comprovar a seriedade do processo''. O deputado estadual Roberto Aciolli (PV) aprovou um requerimento solicitando esclarecimentos à Urbs e às prefeituras de Curitiba, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu e Cascavel sobre as licitações para contratação das empresas de fiscalização de trânsito.
Sobre a notícia do cancelamento do contrato, a empresa informou que aguardava ''com tranquilidade o desenrolar dos fatos''. ''A Consilux, proprietária do sistema e dos equipamentos, mantém a operação normalmente até que seja comunicada oficialmente sobre esta decisão, quando, através de seu departamento jurídico, decidirá que procedimentos devem ser tomados, já que não há qualquer suspeição sobre os contratos vigentes''. (M.R.M.)





