O Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consema), fez uma moção de repúdio e desagravo contra as acusações feitas pela Prefeitura e pela Secretaria do Meio Ambiente de Londrina. A medida foi anunciada ontem pelo presidente do Consemma, Fernando Barros, que esteve na Câmara deVereadores, para prestar esclarecimentos a respeito das polêmicas envolvendo o lixo na cidade a convite do vereador Joel Garcia (PTN).
''Essa é uma maneira que nós temos de apresentar à sociedade uma posição do Conselho, repudiando essas críticas, da maneira que foram feitas. Agora devemos esperar a publicação dessa moção no Diário Oficial'', afirmou. No início do mês, o prefeito Barbosa Neto (PDT) e o secretário José Faraco (Meio Ambiente) disseram que teriam denúncias de irregularidades envolvendo membros do Consemma.
Barros disse que o conselho é um órgão que atua como um complemento à democracia. ''A partir do momento em que nós averiguamos algumas irregularidades no CTR (Centro de Tratamento de Resíduos) e no 'edital do lixo', nós viramos alvo de acusaçãoes infundadas.''
Ele comentou que o Consemma não é juridicamente capaz de promover qualquer atitude contra a Prefeitura e a Secretaria do Meio Ambiente, mas que as pessoas envolvidas ''naturalmente irão buscar seus direitos na justiça''. A promotora do Meio Ambiente, Solange Vicentin, disse acreditar que as pessoas que fizeram essas denúncias, desconhecem o que é um conselho e o seu papel na sociedade. ''O conselho tem as deliberações em plenário, e nada que é feito, lá dentro, visa qualquer tipo de interesse particular.''

40 anos atrasada
O especialista em saneamento, meio ambiente e biotecnologia, Luiz Mario Queiroz Lima, fez uma palestra ontem na Câmara. Lima afirmou que Londrina está ''pelo menos 40 anos atrasada'' no seu programa de captação e dispensa de lixo. ''Aqui ainda são usados sacos plásticos, se mistura todo o lixo, para depois querer separá-lo. Isso já não é mais feito nem em Angola, que já separa seus resíduos'', revela.''A solução seria colocar contêineres onde o cidadão possa separar o seu lixo de forma adequada. 90% das cidades no mundo hoje já fazem isso'', explicou.

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