Conselho vai mediar interesses de sindicatos e empresários
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
Brasília - Para impulsionar as reformas constitucionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva instala hoje em grande evento no Palácio do Planalto, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) com uma missão espinhosa: conciliar os interesses de sindicalistas e representantes da classe empresarial na discussão de polêmicas mudanças nos sistemas previdenciário, tributário e trabalhista.
Na cerimônia de instalação do conselho, Lula voltará a falar em obsessão por criação de empregos. Mais: dirá que só com as reformas o País conseguirá dar novo impulso à geração de postos de trabalho. O presidente falará também que o fator externo - a possibilidade de uma guerra dos Estados Unidos contra o Iraque - exige austeridade e empenho do governo para criar as condições de enfrentar situações adversas.
Será um ato para mais de 400 convidados. Nos bastidores, o conselho enfrenta duas críticas: pouca funcionalidade e sobreposição de funções. Até mesmo petistas argumentam que o novo fórum consultivo pode ''trombar'' com o Congresso nos debates sobre as reformas. Não é só: no Executivo, vários integrantes da equipe têm a tarefa de ''ouvir a sociedade'' sobre temas que constam da agenda do conselho, entre eles, o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci.
Além de Lula, discursarão o coordenador do grupo, ministro Tarso Genro, e a empresária Viviane Senna, considerada a mais neutra integrante do conselho. Do encontro sairá uma carta assinada pelos 82 conselheiros - a maioria da classe empresarial -, com princípios básicos para um consenso em torno da reforma da Previdência.


