Conselho Universitário questiona reitor sobre membros de comissão
O Conselho Universitário (C.U.) da UEL vai aguardar o final da sindicância interna que apura as denúncias contra o chefe de gabinete da reitoria, Itaicy Mendonça, para decidir um posicionamento. O conselho, presidido pelo reitor Jackson Proença Testa, é formado pelos diretores de centros e representantes de alunos, professores, funcionários e da comunidade.
Durante uma reunião realizada durante toda a manhã de ontem, membros do C.U. questionaram o reitor sobre as relações de amizade dos membros da sindicância com Itaicy. Lideranças do Comando Unificado de Mobilização da UEL defenderam a indicação de mais quatro representantes para a comissão. Mas a proposta não foi aprovada.
A reunião foi convocada pelo próprio reitor, com o objetivo de esclarecer as providências tomadas sobre as denúncias. Jackson Testa pediu que a reportagem deixasse a sala onde estava sendo realizado o encontro, alegando que se tratava de uma reunião fechada. Uma equipe de TV também foi molestada pelo reitor. A imprensa só pôde acompanhar as discussões depois que membros do C.U. defenderam a presença dos jornalistas.
Para o professor do departamento de Artes Kennedy Piau, a idéia era ampliar a comissão de sindicância para preservar o nome da UEL. Segundo ele, a medida evitaria que o resultado da sindicância seja colocado em dúvida. Seria de bom senso colocar pessoas que não estão envolvidas nesse processo, inclusive para preservar os membros da comissão, argumentou.
Já o professor de administração Hamil Adum considerou prematuro fazer avaliações sobre o trabalho da sindicância. O que está sendo discutido é a validade moral da comissão, não cabe ao Conselho entrar nesse mérito. Adum prefere aguardar o final sindicância e as investigações do Ministério Público.
O reitor defendeu que tomou as medidas necessárias sobre as denúncias contra Itaicy Mendonça, antes de receber o pedido do MP. Isso evidencia que a universidade estava muito preocupada com o fato e tomou as providências devidas. Testa rebateu as críticas de que membros da sindicância têm ligações de amizade com Itaicy. As pessoas que fazem parte da comissão pertencem ao nosso quadro há mais de 20 anos e merecem nossa credibilidade e respeito, comentou. Ele não quis informar quanto a UEL teria pago à Rádio Nova Ingá, do ex-deputado Benedito Pinga-fogo, pelo contrato que gerou as denúncias. (L.R.)





