O Conselho da Corregedoria Municipal recomendou a demissão de Claudemir Mendes e Carlos Antonio Martinelli, servidores da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf). O julgamento ocorreu nesta semana e a decisão foi publicada em edital.
Eles e mais seis servidores (Mauro Pinto Ferreira, Luiz Carlos Teodoro, Antonio Viana Vaz, Ilson Marcolino Barbosa, Geraldo Lopes da Silva e Neio Lucio Martins Bandeira) foram denunciados criminalmente pela promotoria pública no ''Caso da Tanato''. Investigações revelaram que funcionários da Acesf coagiam parentes de vítimas para comprarem o serviço da tanatopraxia, preparação de corpos para velórios. As ameaças eram de que o enterro teria que ser adiantado por problemas como vazamento de fluídos ou odores. Parte do dinheiro pago pelo serviço, que variava de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil, era rateada pelos servidores.
No recurso, Mendes e Martinelli confessaram ter tomado ''empréstimos'' da empresa que realizava a tanatopraxia. A justificativa não foi bem recebida pela Corregedoria. No despacho, o pleno discorreu sobre o assunto e qualificou como ''completamente equivocado e incoerente a alegação''. As partes têm até o dia 27 para apresentar o último recurso. A demissão dos servidores será definida pelo prefeito.
Outros casos
As investigações da Corregedoria geraram três processos disciplinares contra servidores da Acesf e pedido de demissão de outros funcionários, além daqueles denunciados pelo Ministério Público. O auto 35C/2009, que determina a demissão de Mendes e Martinelli, inocenta Antonio Viana Vaz, Nivaldo Castellano e Neio Lucio Bandeira. Castellano pediu aposentadoria. Bandeira, exoneração.
O auto 35B/2009 pede a demissão de outros cinco servidores. O grupo recorreu. A audiência do Conselho da Corregedoria está marcado como o dia 29. Na mesma data ocorre o julgamento do auto 35A/2009, que pede a demissão de cinco servidores.
O Procurador-Geral do Município, Fidelis Canguçu, limitou-se a dizer que ''vem sendo mantida as decisões'' anteriores.
Segundo a superintendência da Acesf, dos oito servidores denunciados criminalmente pela promotoria pública, quatro estão afastados das funções por decisão da Justiça.

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