Conselho quer nomes da comissão de sindicância
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de agosto de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Conselho de Administração (CAD) da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) aguarda para hoje a indicação dos nomes dos integrantes da Comissão de Sindicância que deverá apurar as responsabilidades pelos prejuízos obtidos com as obras de saneamento e esgoto do litoral paranaense, financiados pelo Programa de Saneamento do Paraná (ParanaSan) e que deveriam ter sido executados pela empresa londrinense Pavibras. Além das obras não terem sido concluídas, foram pagos os valores contratuais de R$ 69 milhões, aditivos no valor de R$ 31 milhões e um reajuste contratual de R$ 9,8 milhões.
A reunião do CAD do último dia 20, definiu - segundo a ata no item 5.8 - que os diretores da Sanepar teriam até hoje para apresentar os integrantes da comissão de inquérito e ''as razões que levaram à não instauração do inquérito administrativo após recebimento do relatório de auditoria interna''. A auditoria foi entregue aos diretores no dia 2 de julho e comprovou suspeitas de improbidade administrativa por parte de gestores do ParanaSan.
O MP já investiga as denúncias de superfaturamento de obras públicas de saneamento básico no litoral desde o dia 20 de janeiro de 2006. Várias peças estão sendo analisadas. A Pavibras foi contratada em 2002, no governo Jaime Lerner (PSB). Ela foi a vencedora da licitação com recursos do ParanaSan para fazer obras de infra-estrutura e saneamento básico nos municípios de Guaraqueçaba, Morretes, Pontal do Paraná e Matinhos. As obras iniciaram durante o governo Roberto Requião (PMDB) e os repasses indevidos também. A empresa começou a fazer sucessivos pedidos de reequilíbrio financeiro.
O inquérito administrativo da Sanepar apenas apurará faltas funcionais. Caso seja comprovada a infração funcional, o funcionário será submetido às sanções administrativas. Em caso de infração grave, a pena é a demissão na forma da legislação trabalhista (por justa causa).


