Brasília - O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto (PMDB-MA), assumiu ontem postura defensiva em relação ao envolvimento de três senadores na máfia das ambulâncias. João Alberto afirmou que vai analisar as provas contra cada senador antes de decidir sobre a abertura dos processos.
''Não vamos tomar o mandato de um senador por um crime que ele não cometeu. Mas se cometeu, estou pronto a cortar na própria carne'', disse.
O senador sinalizou, no entanto, que pode arquivar os processos antes de submetê-los ao Conselho de Ética. Ele afirmou que não acredita nas palavras do empresário Luiz Antonio Vedoin, acusado de chefiar o esquema de fraudes na compra de ambulâncias, que incluiu o nome dos três senadores entre os envolvidos no esquema. ''Eu não aceito a palavra dele como prova. É um bandido.''
O regimento do Senado Federal permite ao presidente do Conselho indeferir os processos se considerar que não há provas suficientes para decretar o início das investigações. Os três senadores acusados de envolvimento com a máfia da ambulâncias já foram notificados pelo Conselho sobre os processos de cassação recomendados pela CPI dos Sanguessugas. Os senadores Ney Suassuana (PMDB-PB) e Serys Slhessarenko (PT-MT) receberam ontem a notificação por fax. Já o senador Magno Malta (PL-ES), que passou o dia no Senado Federal, foi notificado pessoalmente.

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