Conselho já havia suspeitado de propaganda da Sanepar
Curitiba - O Conselho de Administração da Sanepar encaminhou em fevereiro à diretoria um pedido de explicações sobre os gastos com publicidade, considerados como suspeitos pelo então procurador-geral Sérgio Botto de Lacerda. O pedido gerou desconforto. Demissões ocorreram. Na ocasião, fontes do Palácio Iguaçu informaram que investigações estavam sendo realizadas para descobrir quem teria autorizado gastos excessivos de publicidade com determinados órgãos de comunicação. Ontem, o secretário Airton Pisseti confirmou à FOLHA que as autarquias têm autonomia para fazer os contratos - que são aprovados depois pela Secretaria de Comunicação. ''Eles fazem os contratos e nós aprovamos'', limitou-se a informar, dizendo que falaria tudo o que os deputados quisessem sobre o tema no dia 23, numa sessão pré-agendada pela Comissão de Comunicação.
Recentemente, na reunião semanal do secretariado, o governador Requião chamou a atenção da Copel e da Sanepar para pregões eletrônicos que estariam sendo burlados por meios de comunicação. Requião disse que estaria ocorrendo acerto entre determinados órgãos de imprensa para cobrança da publicação de propaganda legal.
A FOLHA entrou em contato com o Jornal Correio Paranaense e verificou que todos os editais foram autorizados legalmente pelas estatais. O diretor Renato Barroso disse que a veiculação do caso do jornal é de ''uma leviandade absoluta, fruto de divergências internas entre conselheiros da Sanepar''. Barroso lembrou que é dono do jornal há 16 anos e jamais cometeu qualquer ato irregular que envolvesse o seu meio de comunicação. Ele se colocou à disposição dos meios de controle (Judiciário, Assembléia Legislativa e Ministério Público) para esclarecer qualquer dúvida sobre a publicação dos editais - feita regularmente.
A FOLHA ainda verificou que a Editora Correio Paranaense Ltda. aparece como uma das contribuintes das campanhas de 2006 de Roberto Requião (ao governo do Estado, com um valor de R$ 16,5 mil), Luiz Eduardo Cheida (a deputado estadual, com um valor de R$ 3,3 mil) e de Alexandre Khury (a deputado estadual, com um valor de R$ 200).(L.P.)





