Brasília - Por unanimidade, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou o arquivamento do processo contra Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Olavo era acusado de quebra de decoro parlamentar por supostamente ter vendido uma fábrica de refrigerantes à Schincariol por um preço acima do mercado. Em contrapartida, Renan teria atuado junto ao governo para reverter dívida de R$ 100 milhões da Schincariol no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Com 14 votos, os integrantes do conselho aprovaram o relatório do deputado José Carlos Araújo (PR-BA), que recomendou o arquivamento da denúncia por falta de provas contra Olavo Calheiros. Araújo disse que não havia nada que pudesse incriminar o deputado. ''Se Olavo Calheiros é santo, tenho certeza que não, mas nem por isso ele vai arder na fogueira da injustiça, pois a fumaça da peça inicial não se originou de brasas do comburente com que imaginavam alimentar o fogo de uma inquisição política.''

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