'Conselho fez dever de casa', diz Izar
Brasília - O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, Ricardo Izar (PTB-SP), disse que a convocação extraordinária do Congresso, que termina hoje, foi necessária para o andamento dos processos de cassação no colegiado. Izar, no entanto, criticou o fato de a convocação ter sido feita em duas etapas. ''A convocação ajudou, mas poderia ter sido melhor'', afirmou. ''Não foi ampla e, como dependemos de prazo no plenário, atrasou um pouco o andamento dos processos.''
De 16 de dezembro a 15 de janeiro, não havia previsão de sessões no plenário. Isso só aconteceu na segunda etapa da convocação, do dia 16 até hoje. As sessões plenárias servem para contar prazo, mesmo quando não há votações previstas. Izar disse que, para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, o balanço foi positivo porque cinco processos contra deputados acusados de envolvimento no esquema do ''mensalão'' foram concluídos. Além disso, mais um processo, o do deputado João Magno (PT-MG), será votado quinta-feira. ''O grande erro da convocação foi que ela deveria ter sido ampla'', disse. ''Mas o Conselho de Ética fez o dever de casa.'' O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara prevê que, até o fim de março, os cinco processos restantes contra deputados deverão ser concluídos. (A.E.)





