O Conselho Superior do Ministério Público do Pará decidiu ontem, por 7 votos a zero, reabrir as investigações sobre o desvio de recursos do Banpará, em 1984, para contas do presidente do Senado, Jader Barbalho, então governador, e de pessoas ligadas a ele. Três promotores foram designados para analisar a documentação e propor uma ação civil pública que intente o ressarcimento dos prejuízos, cerca de US$ 10 milhões, aos cofres do Estado. São eles: Agar da Costa Jurema, João Gualberto da Silva e Hamilton Nogueira Salame.
Em nota oficial divulgada ontem pelo conselho, o MP paraense rebateu críticas que vem recebendo do Banco Central. ‘‘Ficou provado que o Banco Central não remeteu ao MP, em 1992 ou em 1994, cópia completa das investigações realizadas pelos seus auditores’’, diz o texto.
Os sete procuradores que compõem o órgão faziam referência aos relatórios de fiscalização elaborados em 1990 pelo inspetor Abrahão Patruni Jr., que reúnem as principais provas existentes sobre os desvios e evidências de que Jader, familiares e empresas dele foram os beneficiados na operação.

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