Curitiba - O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu ontem que não vai emitir parecer sobre o anteprojeto de lei em que o governador Roberto Requião (PMDB) sugere que qualquer reajuste de salários ou proposta de criação de cargos no Ministério Público do Paraná (MP-PR) tenha que ser aprovada pela Assembléia Legislativa. A decisão do CNMP foi resultado do julgamento de um pedido de providências feito pela Associação Paranaense do Ministério Público (APMP).
O anteprojeto de Requião foi enviado à Assembléia em setembro, quando o governador travava uma espécie de ''batalha'' contra os altos valores pagos em aposentadorias a ex-membros do MP-PR. Pela proposta, qualquer reajuste em salários, gratificações ou benefícios dos promotores terão que ser objeto de um projeto de lei específico, que também deverá ser enviado à Assembléia pelo Procurador-Geral de Justiça.
A presidente da APMP, Maria Tereza Uille Gomes, afirmou que a entidade não deve recorrer a nenhuma outra instância para tentar evitar a tramitação do projeto. ''Qualquer providência agora deve ser tomada pela procuradoria-geral de Justiça'', declarou. A assessoria de imprensa do MP-PR afirmou que a instituição não se manifestaria sobre o assunto.

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