Conselho detecta 300 casos de fraudes no Bolsa Família
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terça-feira, 27 de dezembro de 2005
Agência Estado 
Belo Horizonte - O Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Bolsa-Família em Manhuaçu, na Zona da Mata de Minas Gerais, detectou pelo menos 300 casos de fraudes em benefícios sociais pagos pelo governo federal na cidade.
De acordo com o presidente do conselho, Alex Barbosa de Matos, a maior parte das irregularidades foi constatada nos benefícios Bolsa-Escola e Auxílio-Gás, os chamados programas remanescentes, cujos beneficiários ainda não migraram para o Bolsa Família.
No entanto, representantes do conselho detectaram dificuldades também na atualização cadastral das famílias. As investigações tiveram início em setembro.
Segundo Matos, há casos de beneficiários que fizeram o recadastramento com informações falsas. Ficou constatado que um deles recebia o benefício mesmo sendo dono de uma propriedade rural com 50 mil pés de café plantados.
Casado com uma funcionária pública, o agricultor possui diversos bens, como carro, moto, caminhão e imóvel próprio. Considerado a vitrine social do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que unificou os outros programas, o Bolsa Família paga de 15 a 95 reais para famílias em situação de pobreza, com renda mensal per capita de até cem reais.
O presidente do conselho disse que o ''grosso'' das fraudes foram descobertas nos cadastros remanescentes, feitos em 2001 e 2002. ''Havia também duplicidade cadastral; várias famílias que estavam recebendo benefícios em dois cartões.''


