Brasília - O CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) decidiu ontem, por consenso, enviar proposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva favorável ao regime especial de previdência para os servidores militares. Esse assunto foi tema de debate no governo no início das discussões sobre a reforma previdenciária e recebeu duras críticas de diversos setores, como CUT (Central Única dos Trabalhadores). Os opositores à proposta dizem que, em havendo reforma da Previdência, o regime definido pelo governo deve ser universal e único e, portanto, abranger todos os setores.
Outra decisão do grupo, que será remetida ao presidente, é a desoneração da folha de pagamentos das empresas. O Conselho definiu que, ao invés da contribuição previdenciária ser paga por cada funcionário, as empresas contribuirão em parte sobre a folha e em parte sobre a receita da instituição. A decisão é a mesma tomada pelos grupos que analisavam a reforma tributária.
Os dois principais temas e que geram mais polêmica - contribuição previdenciária dos inativos e equiparação das idades de aposentadoria de homens e mulheres - ficou para a próxima reunião do Conselho, marcada para o dia 4 de abril.

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