A secretária de Saúde, Ana Olympia Dornellas, fará uma reunião emergencial com o Conselho Municipal de Saúde nessa manhã para discutir o projeto de lei do prefeito Barbosa Neto (PDT) que pretende dispor de cerca de R$ 5,47 milhões para contratar clínicas que prestem o serviço de clínica geral, ginecologia e pediatria para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Londrina. A reunião foi marcada porque os parlamentares votam hoje, em segunda discussão, o pacote de leis para a área, mas os projetos ainda não têm o parecer favorável do conselho.
''Todos os projetos emergenciais para a saúde passaram em primeira discussão na Câmara. Mas no projeto 67, que trata da contratação das clínicas, havia um compromisso do Conselho em dar o parecer favorável à tramitação da matéria na Casa antes da segunda votação. Por isso temos que ter esse parecer antes de votar o projeto'', explicou a vereadora Lenir de Assis (PT).
Uma das maiores reclamações dos parlamentares na última sessão da Casa foi que o prefeito não teria discutido o pacote de projetos com o conselho antes da votação. Após o parecer, se aprovados em segunda discussão, as leis poderão ser sancionadas no início da próxima semana. ''O edital para a licitação das clínicas poderá ser aberto amanhã (hoje) mesmo, porque temos cerca de R$ 1 milhão disponível para a licitação e quando os R$ 5,4 milhões forem liberados eles irão complementar o contrato'', explicou o secretário de Gestão Pública, Marco Cito.

Emendas
Sobre a possibilidade de sugestão de emendas às matérias do Executivos, Lenir de Assis afirmou que ''visto a postura do prefeito de sempre vetar as emendas do Legislativo, provavelmente o projeto será votado na íntegra''. ''Não serei eu a vereadora que vou atravancar a votação do projeto, até porque não iria resolver já que o prefeito veta nossas emendas'', salientou.
Já Rodrigo Gouvêa, líder do PTN, afirmou que fará uma reunião com o presidente do partido e os vereadores para decidir se a bancada irá propor emendas e substitutivos para o projeto. ''Ainda não sei qual vai ser o posicionamento do partido quanto à lei, mas eu vou seguir a orientação do presidente do partido, mesmo que tenha que encaminhar o voto não'', concluiu.

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