Enquanto o Sindserv trabalha pela adesão dos professores à greve do funcionalismo, membros do Conselho Municipal de Saúde ainda tentam conversar com o prefeito Nedson Micheleti (PT) sobre o andamento os serviços no setor, um dos mais prejudicados na atual paralisação.
Em reunião ordinária realizada anteontem à noite, conselheiros reclamaram das dificuldades em localizar Nedson. De poder deliberativo, o órgão é composto metade por usuários do sistema, metade por gestores, prestadores de serviço e trabalhadores da Saúde.
Durante a reunião, representantes do Conselho cogitaram o encaminhamento de uma moção de repúdio a Nedson, mas definiram, no fim, o envio de um ofício requerendo uma conversa com o prefeito. Segundo a secretária-executiva do órgão, Sônia Anselmo, a decisão foi aprovada ''por consenso''.
Presente ao encontro, o promotor de Defesa das Garantias e Direitos Constitucionais, Paulo Tavares, reclamou do posicionamento adotado pela administração e destacou o descontentamento sentido a partir dos conselheiros. Eles formaram, a pedido de Tavares, no início da greve, a comissão que tentaria esclarecer com Nedson a situação na Saúde. ''É lamentável uma postura dessas, pois ela desrespeita os membros de um conselho municipal que é representativo da sociedade'', disse o promotor.
A assessoria da Prefeitura informou que Nedson analisará o ofício tão logo seja repassado pelo Conselho.
O promotor observou que já recebeu três denúncias de não atendimento em postos de saúde, o que ainda não deve gerar medidas judiciais. ''A situação era preocupante, começa a ficar crítica. Enquanto pudermos resolver administrativamente, tudo bem; temos que esgotar as possibilidades de conversa'', destacou. (J.G.)

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