Conselho de Pastores faz manifesto anticorrupção
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terça-feira, 09 de setembro de 2008
Eli Araujo<br>Reportagem local 
O Conselho de Pastores Evangélicos de Londrina divulgou um documento ontem de manhã condenando os atos de corrupção envolvendo vereadores locais e fazendo um alerta aos candidatos a prefeito. ''Estamos vigilantes e prontos para denunciar qualquer ato de injustiça ou de ilicitude praticado por nossas autoridades'', afirma o documento.
O manifesto foi lido pelo presidente do Conselho, pastor Joed Lamonica Crespo, logo após o encontro que reuniu oito dos nove candidatos à Prefeitura de Londrina. O candidato Antonio Belinati, do PP, não compareceu justificando que não vai participar deste tipo de evento enquanto sua candidatura estiver impugnada.
O encontro aconteceu na sede da Comunidade Nova Aliança, no Centro de Londrina, e reuniu cerca de 200 pessoas, representando diversas denominações religiosas, assessores e candidatos a vereador.
Os prefeituráveis responderam a quatro perguntas previamente formuladas pelo conselho. A entidade quis saber, basicamente, as prioridades dos candidatos, se pretendem fazer parcerias com as igrejas e qual será a política para geração de empregos. A ordem de resposta foi definida por sorteio e o candidato tinha três minutos para responder a cada questão.
Amadeu Felipe (PCB) estabeleceu como prioridades ''a saúde para toda a população, educação em tempo integral e desenvolvimento com segurança''. Ele diz que vai buscar parcerias com as igrejas porque acredita ''em todas as forças vivas da sociedade''. Para ele, uma forma de geração de empregos é o próprio poder público comprar no comércio local.
Para o petista André Vargas, ''a saúde é o maior desafio para qualquer governante''. Ele ainda elencou como prioridades a redução da violência na juventude e o incentivo à educação profissional. Vargas considera que a parceria com as igrejas ''é estratégica para a criação de um programa em favor da vida''. Ele citou exemplos de empresas que se instalaram na cidade nos últimos anos e que vai manter esta política com a qualificação da mão-de-obra.
O candidato Barbosa Neto (PDT) diz que pretende fazer uma ''revolução pela educação'', como prega o seu partido. Barbosa acredita em parceria não apenas com a Igreja ''porque hoje há um distanciamento entre a Prefeitura e a sociedade''. Ele sugere a criação de ''condomínios industriais'' para incentivar a geração de empregos.
Luiz Carlos Hauly (PSDB) destacou que vai atender ''as famílias mais necessitadas''. Ele falou em um mutirão para resolver ''o gravíssimo problema na área da saúde'', na criação de uma política industrial ''arrojada'' e no incentivo à educação. Hauly diz que acredita na parceria com a Igreja como forma de evitar problemas de ordem social.
Para Luiz Eduardo Cheida (PMDB), uma das prioridades é transformar Londrina em uma ''cidade educadora''. Ele falou ainda em criar uma política de prevenção na área de saúde e trabalhar para a erradicação da miséria. Segundo ele, Londrina tem 47 mil pessoas ''sem acesso a nada''. O candidato aposta na participação das igrejas na área social e disse que é preciso ser realista quanto à geração de empregos, ''tarefa que deve ser articulada pelos empresários locais''.
Marcelo Urbaneja (PTdoB) disse que a saúde é uma de suas prioridades. Ele destacou também a geração de empregos e a criação da guarda municipal. Segundo ele, seria possível fazer parcerias, mas que ''a igreja não pode ficar em cima do muro''. De acordo com o candidato, ''Londrina está sem moral para atrair investidores''.
Marcos Colli (PV) diz que suas prioridades são a saúde preventiva, a educação em tempo integral e a criação da guarda municipal. Ele afirmou que pretende contar com a participação das igrejas, em especial na distribuição dos benefícios oficiais. Colli afirmou que vai incrementar a geração de empregos incentivando as pequenas e médias empresas.
Vilson Machado (PSol) pregou uma ''cruzada contra a corrupção como prioridade para resgatar a dignidade política''. Ele acredita em parcerias com a Igreja e disse que ''é ilusão acabar com o desemprego, o que interessa ao sistema capitalista''. Ele afirmou que a geração de empregos não é papel do poder municipal e acredita no sistema de ''cooperação'' para resolver o problema.


