Conselho de Ética sugere fim do voto secreto
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sexta-feira, 10 de março de 2006
Fábio Zanini<br>Folhapress 
Brasília - Depois de ver seus pareceres pró-cassação de Roberto Brant (PFL-MG) e Professor Luizinho (PT-SP) serem desrespeitados pelo plenário da Câmara, o Conselho de Ética partiu ontem para o contra-ataque, denunciando ser vítima de uma campanha de desmoralização. Além disso, um pacote com medidas para fortalecer a autoridade do órgão, incluindo o fim do voto secreto de plenário para cassações, foi preparado em tempo recorde e será apresentado na semana que vem.
A pedido do presidente do conselho, Ricardo Izar (PTB-SP), o deputado Nelson Trad (PMDB-MS) preparou um documento com propostas de mudanças para fortalecer o conselho. Será levado ao presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), na semana que vem. Trad enumera cinco mudanças regimentais. A mais importante é a criação de penas intermediárias entre a cassação, considerada muito severa, e a suspensão por um mês ou a censura, consideradas muito brandas. Sugere ainda que o conselho passe a ter o poder de convocar testemunhas, que possa funcionar nos recessos parlamentares e que tenha o número de integrantes (atualmente 15 titulares e 15 suplentes) ampliado.


