Conselho de Ética do Senado define o futuro de ACM
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segunda-feira, 28 de abril de 2003
Agência Folha 
Brasília - O futuro do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) começa a ser decidido hoje, a partir das 17 horas, pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, com a votação do relatório que pede a cassação de seu mandato pelo possível envolvimento nas escutas telefônicas ilegais na Bahia. No Senado, a ala favorável à cassação diz que o parecer do senador Geraldo Mesquita Júnior (PSB-AC) será aprovado por 8 votos a 7. Nesse caso, o pedido de cassação seria aprovado e enviado à Mesa Diretora da Casa. Os senadores ligados a ACM, porém, projetam o placar contrário: 8 votos a 7 por uma punição mais branda contra o senador baiano ou pelo arquivamento da sindicância.
Um dos membros do Conselho de Ética disse que ACM pode se salvar em função da falta de pressão da opinião pública a favor da cassação. Por conta disso, disse o senador, alguns integrantes não se sentirão constrangidos por defender ACM. A votação será aberta e os senadores terão de declarar publicamente seus votos. Contudo, é possível que integrantes do Conselho apresentem requerimento para que o voto seja sigiloso. Caso aprovado esse requerimento, a votação fechada poderá ter dois efeitos. O primeiro: os senadores que apóiam ACM, mas votariam a favor da cassação para não receber a pressão da opinião pública poderão defender o senador baiano. O segundo e oposto: os senadores que diante das câmeras atacam ACM, mas nos bastidores querem a sua permanência e poderão defendê-lo em sigilo.


