Conselho de ética deve abrir sindicância
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sábado, 15 de março de 2003
Agência Folha 
Brasília- Os novos integrantes do Conselho de Ética do Senado, que se reúnem terça-feira, às 9 horas, deve aprovar a abertura de sindicância para investigar o suposto envolvimento do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) nas escutas telefônicas na Bahia. Os governistas garantem metade dos votos, uma vez que o presidente do órgão só votaria no caso de empate. O primeiro ato da nova composição do órgão será a recondução de Juvêncio da Fonseca (PMDB-MS) à presidência. Logo em seguida, os senadores votarão o recurso do PT. Na sexta, após o destrancamento da pauta, o plenário do Senado elegeu os 11 membros do conselho, em chapa única, com 44 votos a favor e uma abstenção.
Nos demais partidos, o mais provável é que o PFL, que tem três votos, vote dividido. Pelo menos um pefelista, Demóstenes Torres (GO), que é oriundo do Ministério Público, já disse que o Conselho de Ética ''terá que se basear nas provas'' para tomar uma decisão sobre ACM.
Já no PMDB (quatro membros) e no PSDB (dois membros) poderá haver divisão de opiniões. Entre os peemedebistas, o próprio Juvêncio da Fonseca já afirmou que existem fundamentos para se investigar ACM.
O voto do ex-presidente do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), que presidiu o conselho na época da investigação da violação do painel eletrônico da casa, também deverá ser pela abertura da sindicância.
Os demais votos do partido são uma incógnita. Entre os tucanos, Antero Paes de Barros (MT), votou pela abertura de processo contra ACM no caso do painel e poderá repetir o voto na terça. A tendência de voto de Sério Guerra (PE), estreante no Senado, é desconhecida.


