O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado inicia hoje a investigação das denúncias contra o presidente licenciado do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), que pode resultar ou não em processo de cassação do mandato.
O presidente do conselho, Gilberto Mestrinho (PMDB-AM), vai decidir pela formação de uma comissão de três senadores ou designação de um relator. Apesar da amizade com Jader, ele fez ontem um discurso contundente, considerando ‘‘as evidências gravíssimas’’ e defendeu que o Senado corte ‘‘na própria carne, quem quer que seja, se necessário for, para preservar o nome da instituição’’.
‘‘Quero deixar claro: o presidente do conselho tem deveres, não tem amigos. E como juiz não me resta outra alternativa: não se pode absolver o que é condenável’’, afirmou.
O conselho deve investigar denúncia da revista ‘‘Istoɒ’ de suposto recebimento de propina por Jader para interceder pela liberação de recursos da Sudam e se ele mentiu ao plenário ao se defender de acusações de envolvimento em desvio de recursos do Banpará e de sonegação de imposto na compra de uma fazenda.
Mestrinho disse torcer para que Jader dê explicações ‘‘convincentes e definitivas’’. Porém, afirmou que, se as denúncias apresentadas contra ele até agora forem confirmadas, os senadores terão de ‘‘restaurar a credibilidade do Senado’’.

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