Conselho de Ética arquiva denúncia contra Kielse
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
José Lazaro Jr. <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - Os membros do Conselho de Ética arquivaram denúncia de quebra de decoro parlamentar contra o político Cleiton Kielse (PEN), ontem, na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Ele respondia ao processo por insinuar repetidamente em plenário que membros da AL teriam sido ''comprados'' pelas concessionárias de pedágio, supostamente interessadas em abafar investigações sobre os contratos com o governo do Paraná. Contudo, diante do Conselho, o político recuou em parte das acusações, também alegando que suas colocações estariam protegidas pela imunidade parlamentar.
''O fato do Conselho de Ética não ter estabelecido uma punição abre um precedente perigoso, pois cria internamente na Casa uma jurisprudência para que qualquer deputado fale o que bem entender na tribuna'', reclamou o deputado Ney Leprevost (PSD), um dos acusados por Kielse, juntamente com membros da Mesa Executiva da AL. A acusação arquivada reunia representações feitas pelo presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), em junho, e outra do PSD, partido de Leprevost, de novembro. Toninho Wandscheer, do PT, que analisou o caso, pediu o arquivamento das queixas após Kielse se retratar diante do Conselho de Ética.
Leprevost disse estar pessoalmente contente com o resultado, pois o conselho teria reconhecido que doações eleitorais da família Almeida, dona de praças de pedágio, não teriam relação com a sua atuação parlamentar. ''Eu tinha sofrido uma grande injustiça. As doações de campanha eram consequência de uma dobrada com o Marcelo Almeida, quando ele concorreu para deputado federal e eu para estadual'', comemorou Leprevost, referindo-se à prática de políticos ajudarem uns aos outros durante a campanha (''dobrada''). Ele disse que ainda estuda processar Kielse pelo ocorrido.


