Conselho de Ética adia decisão sobre Protógenes
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quarta-feira, 13 de junho de 2012
Eduardo Bresciani <br> Agência Estado 
Brasília - O Conselho de Ética da Câmara adiou a decisão sobre a abertura de processo contra o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP). O parlamentar foi flagrado em interceptações telefônicas da Polícia Federal em conversas com Idalberto Matias Araújo, o Dadá, um dos integrantes do esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira. Apesar de o relatório do deputado Amauri Teixeira (PT-BA) ser pela abertura de processo, o líder do partido, Jilmar Tatto (SP), compareceu à reunião para dizer que o PT é favorável ao arquivamento do processo. A votação não ocorreu porque o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) pediu vista.
A reunião foi marcada pela mobilização da base aliada em favor de Protógenes. Sibá Machado (PT-AC) tentou protocolar um voto em separado pedindo a absolvição, mas o regimento do Conselho impede esse instrumento. Tatto, que não é integrante do Conselho, pediu a palavra para dizer que a posição de Machado é a do PT e não a de Teixeira, que desejava a investigação. Antes da sessão, Protógenes já tinha procurado colegas de diversos partidos entregando uma manifestação de duas páginas em que argumentava não haver motivo para enfrentar um processo.
O relatório de Teixeira pedia a abertura da investigação por haver indícios de quebra de decoro parlamentar. ''Um parlamentar não pode agir como tudo indica tenha agido o deputado Protógenes Queiroz, mantendo relacionamento próximo com um notório contraventor e, pior, o auxiliando diante das investigações levadas a cabo pela Polícia Federal.''
Com a mobilização da base, o clima de arquivamento estava consolidado, mas o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) surpreendeu ao pedir vista. Ele argumentou que por estar se dedicando à CPI do Cachoeira não teve condições de acompanhar o trabalho de Teixeira e não teria como votar.
Protógenes reclamou do adiamento. ''Foi muito doloroso ficar explicando para os meus familiares a inocência de uma inocência, espero que não aumentem essa situação. Se é para prosseguir o processo, prossigamos, se é para abreviar, abrevia, mas que se coloque a termo esse processo.''
Com a manutenção do pedido de vista, o presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), agendou para 4 de julho uma nova reunião, uma vez que parlamentares pediram para não se realizar a sessão nas duas próximas semanas devido à Rio+20 e às festas juninas no Nordeste.


