Conselho da Sercomtel vai avaliar danos pós-escândalo
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terça-feira, 15 de maio de 2012
Loriane Comeli <br> <br> Reportagem Local 
O Conselho de Administração da Sercomtel vai discutir os possíveis impactos sofridos pela empresa em razão da acusação de corrupção contra o presidente da companhia, Roberto Coutinho Mendes, e o diretor de Participações, Alysson Tobias de Carvalho. Eles são réus em ação criminal apresentada na última segunda-feira pelo Ministério Público (MP), juntamente com o ex-secretário de Governo da gestão do prefeito Barbosa Neto (PDT), Marco Cito, o chefe de Gabinete, Rogério Lopes Ortega, o empresário Ludovico Bonato e o vereador afastado Eloir Valença (PHS). Na denúncia, o Ministério Público aponta que Coutinho colaborou com pelo menos R$ 5 mil dos R$ 20 mil entregues ao vereador Amauri Cardoso (PSDB) para que ele votasse contra a abertura de Comissão Processante (CP) para investigar o prefeito.
Um dos integrantes do Conselho de Administração, José Carlos Tibúrcio, indicado pela Copel - sócia da Sercomtel com 45% das ações - disse que a reunião será na quinta-feira, mas havia sido agendada antes do escândalo envolvendo os diretores da Sercomtel. ''No entanto, esse assunto deve ser discutido. É uma fonte de preocupação para a empresa'', afirmou. ''Porém, não cabe ao conselho afastar ou decidir sobre os diretores envolvidos, mas sim aos acionistas, que são a Copel e o Município de Londrina.''
Tibúrcio disse que até ontem a Copel ainda não havia repassado orientações aos conselheiros sobre a crise na telefônica. ''É uma situação lamentável. O que a gente quer é que o senhor Coutinho explique o que aconteceu de fato e que as coisas voltem para seu devido lugar.'' O presidente do Conselho, Gilmar Antonio de Souza, não foi localizado ontem.
O clima na Sercomtel é de tensão. Quase ninguém quer falar sobre o assunto, mas algumas pessoas - que preferem não ter o nome divulgado - contaram que Coutinho chamou a diretoria para uma conversa na segunda-feira, após a denúncia do MP. ''Ele pediu confiança depois de apresentar a versão dele.''
Outro membro da equipe afirmou que, após a prisão de Alysson Tobias, diretores solicitaram uma posição da presidência, mas não obtiveram resposta. ''A Sercomtel é uma empresa que está no mercado e situações como essas podem afetar sua credibilidade.'' A Copel, por meio da assessoria de imprensa, informou que não se pronunciaria sobre o assunto.


