Brasília - Depois de quase cinco meses de idas e vindas e alvo de um arsenal de manobras patrocinadas por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e aliados, o Conselho de Ética decidiu na madrugada de ontem por apertada margem dar sequência ao processo de cassação contra o presidente da Câmara dos Deputados. Apesar de o resultado representar apenas a superação do obstáculo inicial do processo, o resultado de 11 votos a 10 representa uma grande derrota para Cunha, que empenhou todo o seu peso político nos últimos meses para tentar barrar a tramitação do caso. O placar inicial foi de 10 votos a 10. Coube ao presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), desempatar a favor da continuidade do processo. A ação de Cunha e de aliados, que nos últimos meses resultou em uma troca de relator e no cancelamento da primeira votação contrária a ele no colegiado, durou até o último momento. Caso não sofra nenhuma nova reviravolta, o Conselho terá agora mais alguns meses para a instrução do processo contra Cunha. O presidente da Câmara só perderá o mandato caso essa decisão seja corroborada pelo plenário da Câmara por pelo menos 257 dos 512 colegas do peemedebista, em votação aberta.
(Ranier Bragon/Folhapress)

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