O Conselho de Desestatização da Copel se reúne pela primeira vez na próxima segunda-feira para começar a definir o processo de venda da companhia para a iniciativa privada. A agenda ainda não foi montada pelos integrantes da comissão, mas a prioridade do grupo é definir um cronograma de atuação para os próximos meses. A segunda etapa será para detalhar a contratação de uma empresa que fará toda a modelagem de venda da Copel.
Ainda sem querer dar muitos detalhes sobre o andamento do processo de privatização, o presidente do conselho, ex-governador Ney Braga, disse que só pretende tratar do assunto após segunda-feira. ‘‘Falaremos sobre a Copel somente depois da primeira reunião do conselho’’, se limitou a dizer ontem o ex-governador, ao ser entrevistado pela Folha. Ele disse ainda que uma das funções do conselho será formular todo o projeto e encaminhar para a apreciação do governador Jaime Lerner (PFL).
Uma das primeiras análises da comissão deverá ser na estrutura da Copel, que há quatro meses passou por uma mudança interna com a criação de cinco unidades de negócio. Para se enquadrar nas exigências das leis do setor e das orientações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Copel dividiu a empresa nas unidades de Geração, Transmissão, Distribuição, Tecnologia da Informação e Telecomunicação.
A criação das unidades não foi um instrumento para facilitar a privatização, como definiu na época o presidente da Copel, Ingo Hubert. ‘‘As leis do setor elétrico obrigam a verticalização da companhia. Com ou sem privatização teríamos de atender a esta exigência legal, que é a de abrir a empresa em pelo menos três atividades’’, disse Hubert.
A Copel optou em criar cinco unidades, eliminando antigas diretorias e departamentos. Segundo Hubert, a alteração permitiu que a Aneel tivesse mais controle sobre as operações realizadas em cada um dos setores da Copel. A estrutura funcional e contábil se tornou independente e as unidades ganharam mais autonomia para gerenciar seus negócios. A intenção da Copel é transformar as unidades de negócio em empresas até o final do ano.
O processo de privatização da Copel será lento, conforme definiu o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis. ‘‘Podemos levar de onze meses ou até 12 meses para fazer a modelagem e venda da Copel’’, afirmou o secretário.

mockup