Conselho confirma nova vara para Londrina
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sexta-feira, 03 de setembro de 2004
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
A criação de mais uma vara da Justiça Federal em Londrina foi referendada ontem durante a reunião do Conselho da Justiça Federal (CJF), presidido por Edson Vidigal, também presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A reunião acontece mensalmente e pela primeira vez foi realizada em uma cidade do interior do país. ''Foi por indicação do conselheiro Vladimir Passos de Freitas (presidente do Tribunal Regional Federal da 4 Região) e aliás trouxe boas notícias para Londrina'', disse Vidigal, referindo-se à nova vara federal que será instalada na cidade até o fim do ano.
O desembargador Vladimir Freitas detalhou que dois juízes virão para a cidade e, posteriormente, novos funcionários. ''Essa vara será um segundo juizado especial. Ela vai dividir o serviço do juizado que está totalmente congestionado com cerca de 20 mil processos em andamento'', explicou o desembargador. A definição sobre quais juízes virão para Londrina virá mediante um concurso público de remoção.
O início do funcionamento da vara está previsto para dezembro. ''Dependemos da reforma do prédio'', justificou Freitas. Ele comentou ainda que em 4 de novembro será instalada uma vara federal em Jacarezinho e, para o início do ano que vem será implantada outra, em Apucarana. ''Isso vai desafogar muito Londrina'', avaliou. A cidade conta hoje com sete varas federais, incluindo o juizado especial.
Outro assunto debatido na reunião foi a incineração de processos já julgados e sem possibilidade de recursos. De acordo com o ministro Edson Vidigal, o contribuinte é quem acaba pagando a conta porque não há onde colocar tanto papel. ''Ocorre que as pessoas entram na justiça e cada uma se encarrega de trazer mais papel para o juiz. Quando menos se espera, tem um processo do tamanho de um menino de 15 anos e o processo demorou 15 anos também. A Justiça aluga prédios para colocar esses processos que já não têm mais nenhuma utilidade'', explanou.
A definição sobre quais processos poderão ser incinerados ficará a cargo do diretor de cada fórum. ''Tem que ter critérios porque há arquivos de natureza histórica'', argumentou Vidigal. O ministro do STJ almejou que aguarda o tempo em que as pessoas levarão os processos para casa após julgados. ''Será como nos consultórios médicos em que você leva o exame para casa'', comparou.


