Conselho abre processo contra deputado do PFL
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quinta-feira, 20 de outubro de 2005
Agência Estado 
Brasília - O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, Ricardo Izar (PTB-SP), abriu ontem um processo de cassação por quebra de decoro contra o deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS). O PT pediu a abertura da ação alegando que Lorenzoni divulgou, de forma distorcida, dados sigilosos do deputado José Dirceu (PT-SP), obtidos por meio da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios. O relator será o deputado José Carlos Araújo (PL-BA).
Lorenzoni, membro da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Correios, afirmou que Dirceu recebeu um empréstimo do PT no valor de R$ 14.322,51, que não teria sido declarado ao Imposto de Renda. O partido respondeu no ato, dizendo que o valor não era um empréstimo, mas sim a devolução de adiantamentos pagos a Dirceu quando ele era presidente do partido (1995-2002). A maior parte refere-se a uma passagem aérea comprada para a mulher dele, Maria Rita, para acompanhá-lo a uma viagem partidária à China.
Para o deputado Wasny de Roure (PT-DF), que entregou a representação ao Conselho de Ética, Lorenzoni agiu de maneira irresponsável.
Na avaliação do petista, além de quebrar uma norma interna da CPMI que proíbe a divulgação de informações sigilosas, fez acusações indevidas de que José Dirceu, na época presidente do partido, teria utilizado recursos partidários para fins pessoais. Na representação, o PT afirma ainda que Lorenzoni acusou Dirceu de crime de responsabilidade ao referir-se a um suposto empréstimo feito com o Partido. Na versão petista, tal empréstimo não existiu.
A partir da notificação, o deputado terá cinco sessões para apresentar sua defesa escrita e indicar cinco testemunhas de defesa. Ao criticar a representação do PT, Lorenzoni afirmou que a iniciativa é uma ofensa ao processo democrático do País.


