Curitiba - Após as denúncias de Requião e agora com a conclusão da investigação da Kroll, o clima na Fundação Copel ficou tenso. Os conselheiros da fundação querem saber, por exemplo, por que a diretoria empossada no início de 2003 mudou três operadores financeiros que trabalhavam na mesa de aplicações de recursos.
A argumentação na época era que a fundação precisava de operadores mais capacitados no mercado financeiro. Na época, a diretoria contratou outros três. Na investigação da Kroll, apurou-se que os novos operadores haviam apresentado currículos questionáveis e que não comprovavam a alegada especialização. Inclusive um deles com formação em odontologia e pouca vivência do mercado financeiro. De acordo com a investigação ainda, o levantamento de bens desses operadores abre brechas para questionamentos.
A Fundação Copel tem um ativo de R$ 2,6 bilhões constituídos por 12,5 mil funcionários da ativa e aposentados. Othon Marder Ribas, afastado de suas funções desde o final do ano passado, é funcionário de carreira e atualmente é técnico em planejamento financeiro da Copel. Contatado pela Folha, ele disse que não poderia se manifestar sobre o relatório da Kroll porque não teve acesso ao mesmo. Ele achou estranho que o conteúdo da investigação vazou, ''enquanto as pessoas envolvidas não conhecem o seu teor''. (V.C.)

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