Curitiba - O conselheiro do Tribunal de Contas (TC) do Paraná, Fernando Guimarães, apresentou ontem na Assembléia Legislativa, irregularidades detectadas em pesquisa interna sobre os gastos com publicidade do governo do Estado entre 2005 e 2006.
Casos de aplicação inadequada de recursos foram evidenciados ontem, tanto na publicidade legal (publicação de avisos, concorrências públicas, editais, atas e avisos), quanto na publicidade institucional (campanhas do governo, divulgação de ações e programas governamentais, serviços). ''Faltam mecanismos de controle e precisamos regulamentar a atividade para evitarmos que sejam publicadas propagandas, por exemplo, em veículos sem qualquer legitimidade'', definiu.
Nos dois anos, foram autorizados gastos de R$ 150 milhões em verbas de publicidade e propaganda. No entanto, contrariando legislação estadual, outros R$ 11 milhões foram gastos sem qualquer autorização prévia da Secretaria de Estado da Comunicação Social.
Ontem, a Folha teve acesso a um documento encaminhado por Airton Pisseti, secretário de Estado de Comunicação Social, à Assembléia Legislativa explicando que as agências de publicidade é que definem os jornais em que serão feitas as veiculações das propagandas - e não a secretaria. O que descartaria o envolvimento pessoal de Pisseti na indicação de jornais ligados ao governo do Estado. ''Se houve erro de critério foi da agência que ganhou cada uma das licitações. Não do governo.''

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