Ontem mais uma conselheira municipal de saúde foi ouvida no processo do Gálatas e ela, assim como as pessoas que prestaram depoimento até agora, não pôde explicar de quem foi a responsabilidade pela contratação dos institutos Atlântico e Gálatas. Segundo o promotor Cláudio Esteves, Maria Osvaldina de Oliveira, também foi questionada sobre a formação de uma Comissão de Acompanhamento do Plano Emergencial para contratação dos serviços que seriam executados pelas duas Oscips. Um documento juntado ao processo atesta que tal comissão teria visitado as entidades e, por isso, garante que Gálatas e Atlântico seriam capazes de executar os serviços.
O nome de Maria Osvaldina constava do documento como tendo feito visita aos institutos, mas ela não o assinou. ''Ela disse que nunca viu o documento e nem lhe foi solicitado que assinasse'', relatou Esteves. Na audiência, segundo o promotor, a conselheira teria dito que não foi o conselho quem definiu pelas comissões, mas sim a própria administração. Ela não soube infomar o nome de quem teria partido a determinação.
Na terça-feira, a conselheira Rosalina Batista confirmou que assinou o documento, mas não foi às entidades. Ela não revelou, contudo, quem pediu que assinasse o papel. A declaração tem data de 8 de dezembro do ano passado, mesmo dia da assinatura dos contratos com as Oscips. A informação é importante porque existe a suspeita de que as duas entidades teriam sido contratadas mediante pagamento de propina a agentes públicos.
O advogado de Marcos Ratto, Petrônio Cardoso, disse ontem que seu cliente visitou a sede do Gálatas, mas não revelou se esteve sozinho no instituto e de quem foi a iniciativa de fazer a visita técnica. (L.C.)

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