São Paulo O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) discutiu a inclusão de quilombolas e indígenas no programa Bolsa Família. Após a reunião no dia 31, o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, afirmou que o Bolsa Família está buscando o atendimento dessas comunidades específicas. ''As medidas gerais serão as mesmas do programa, mas com as adequações necessárias, já que as comunidades possuem suas dinâmicas próprias'', disse. As informações são da Agência Brasil.
O secretário nacional de Renda e Cidadania, André Teixeira, ressaltou que, antes de pensar na diversidade do programa, é preciso saber quem receberá o benefício e onde deve ser aplicado. ''O que nós não podemos é cometer o erro de ter uma política pública que se pretende positiva e que pode ter uma face desagregadora'', explicou Teixeira depois do encontro do Consea. ''Temos que olhar essas populações, mas para isso, é necessário que a Funasa e a Funai, que têm a competência pela política indigenista, nos digam que grupamentos devem ser atendidos.''
Teixeira ainda ponderou se o programa de transferência de renda seria a melhor solução para comunidades indígenas. Isso porque a maioria das aldeias se organizam de forma comunitária e não a partir da lógica monetária. ''Nós podemos falar de política pública de acesso a rede pública de ensino, mas transferir renda para essas populações não faz sentido'', disse. Por esse motivo, o secretário acredita que as necessidades de cada população devam ser levadas em consideração numa possível proposta. O debate sobre inclusão das minorias no programa é recente.

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