O Congresso retoma suas atividades na segunda-feira com duas prioridades: concluir a votação das reformas administrativa e previdenciária e aprovar no Senado o projeto que regulamenta o funcionamento dos planos de saúde. A idéia do governo é aproveitar ao máximo as sessões durante os próximos dois meses, antes do início da campanha eleitoral.
Depois de três anos de difíceis negociações, o governo conseguiu aprovar as reformas administrativa e previdenciária em primeiro turno no Senado e na Câmara, respectivamente. Agora, os líderes governistas avaliam que terão menos problemas para conseguir uma nova aprovação em segundo turno. ‘‘Temos motivos para manter o otimismo, mas precisamos de atenção porque são duas votações que necessitam de três quintos do total de parlamentares para serem aprovadas’’, lembra o líder do governo no Senado, Élcio Alvares (PFL-ES/foto).
No dia 11 de março, o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), pretende colocar em votação o projeto de reforma administrativa. O governo tem ampla maioria para garantir a aprovação da proposta. Na Câmara, a idéia é tentar discutir a reforma da Previdência a partir da segunda semana de março.
Logo depois dessa votação, o governo já definiu que dará prioridade à discussão do projeto que regulamenta o funcionamento dos planos de saúde no Brasil. O presidente Fernando Henrique Cardoso pediu aos líderes governistas especial empenho para que a matéria possa ser aprovada rapidamente. ‘‘O presidente me disse que deveríamos dar extrema atenção à questão dos planos de saúde, porque esse assunto mexe diretamente com 40 milhões de brasileiros’’, revela Élcio Alvares. ‘‘Precisamos elaborar um texto que garanta a melhor solução para as pessoas que usam esse tipo de serviço’’, diz.
Pelo cronograma de Alvares, o objetivo é garantir a votação do assunto até o dia 15 de abril, já no plenário. ‘‘A matéria tem muita controvérsia, mas por ser um projeto de lei simples não exige um quórum tão alto para ser aprovada’’, conta Alvares.
Depois do período de convocação extraordinária, quando Câmara e Senado conseguiram praticamente limpar a sua pauta, o senador Antônio Carlos Magalhães elogiou efusivamente o desempenho dos parlamentares. ‘‘Eles agora podem ir cuidar de suas campanhas eleitorais de cabeça erguida porque cumpriram o seu dever’’, afirmou Magalhães.(AE)

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