Agência Estado
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AdeusAntônio Carlos Magalhães e Fernando Henrique no velório de Lucena: ‘‘Ele era um homem muito atuante’’No Salão Negro do Senado, o Congresso prestou ontem as últimas homenagens ao senador Humberto Lucena (PMDB-PA), morto anteontem, vítima de parada cardíaca. Lucena foi velado durante todo o dia. Além dos familiares e amigos mais próximos, dezenas de parlamentares de todos os partidos revesaram-se na despedida ao senador peemedebista.
Também o presidente Fernando Henrique Cardoso fez uma breve visita de condolências. O corpo de Lucena segue hoje pela manhã para a cidade natal, João Pessoa, onde será sepultado na quinta-feira.
Em memória do senador morto, não houve sessão deliberativa no Congresso. Ainda asssim, os correligionários dele registraram em plenário o pesar pela morte. ‘‘Ele era um homem muito atuante e interessado nos destinos do País’’, afirmou o presidente do senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), que determinou a realização de uma missa de corpo presente no Salão Negro. ‘‘Ele era um homem probo e sério, um político preocupado com os destinos do País’’, acrescentou o senador Ney Suassuna (PMDB-PA). O vice-presidente Marco Maciel e membros do Supremo Tribunal Federal (STF) acompanharam a celebração.
Nos pronunciamentos, os senadores lembraram os 36 anos de exercício parlamentar do senador paraibano, destacando como principais características seriedade e probidade. Foi a última tentativa de limpar o nome do senador, envolvido em denúncias de uso da máquina pública. Em 1994, disputando o terceiro mandato, Lucena foi acusado de usar as gráficas do Senado para imprimir propaganda eleitoral. O processo foi deflagrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decidiu pela inelegibilidade de Lucena. Foi condenado ainda na condição de presidente do Senado, cargo que exerceu por duas vezes.
Apesar da decisão do TSE, o senador peemedebista manteve-se em exercício graças a recurso impetrado junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não foi julgado. Depois, foi favorecido por projeto de lei aprovado pelo Congresso e sancionado por Fernando Henrique, garantindo a anistia política dele. Foi quando, pressionado pela ala paraibana do PMDB, uma importante aliada que ameaçava rejeitar a indicação do economista Pérsio Arida para a presidência do Banco Central (BC), FHC estreou na barganha com os aliados.

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