Congresso quer adiar venda de Furnas
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quarta-feira, 11 de abril de 2001
Renata Giraldi Agência EstadoDe Brasília 
Aliados e oposicionistas assumiram ontem discurso único em defesa do adiamento da realização do leilão de Furnas, marcado para o primeiro trimestre de 2002, que coincidiria com a disputa pela Presidência da República. O líder do PPS, Paulo Hartung (ES), puxou o debate ao pedir que o presidente FHC redirecione suas energias pessoais e do governo para romper com o risco de impasse cambial na construção de 49 termelétricas. Ele sugeriu, ainda, que o presidente determine missão oficial para verificar os efeitos do processo de privatização realizado de forma açodada e desastrosa na Califórnia.
Já o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) afirmou ser favorável às privatizações, mas destacou que a vontade da população era outra. Não sou contra as privatizações, mas o povo, no momento, não deseja isso, disse ACM, lembrando que os líderes do governo devem ser advertidos sobre as dificuldades políticas e técnicas para levar adiante a idéia de privatização de Furnas.
Para o líder do PT, José Eduardo Dutra (SE), e o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), a venda de empresas de energia elétrica deveria ocorrer apenas depois de um plebiscito para verificar o que pensa a população. Sem medir críticas, o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) condenou a forma desorganizada como é tratado o cronograma de privatizações. O governo tem tudo programado, mas não executa com a velocidade que o País precisa, disse. Ele destacou que o programa federal determina a instalação de 2 milhões de bloqueadores de energia, que permitiriam que os consumidores diminuíssem em 20% seu consumo.


