Congresso garante venda, diz Mendonça de Barros
O ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, descartou ontem a possibilidade de anulação da venda do Sistema Telebrás numa eventual vitória da oposição nas eleições presidenciais de outubro, argumentando que essa iniciativa do atual governo obteve aprovação do Congresso. Em viagem pela Europa para divulgar a privatização, Mendonça de Barros disse que as instituições brasileiras são hoje mais confiáveis e que os investidores sabem disso. Ele voltou a desafiar a oposição a fazer uma análise do preço da Telebrás e cogitou alterar o valor, se for convencido de que errou. O ministro reagiu à declaração de Leonel Brizola (PDT), candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que afirmara que anularia a venda da Telebrás se for eleito.
O senhor (Leonel) Brizola deveria ter um pouco mais de cuidado, ler a lei e a regulamentação antes, disse o ministro, justificando que a Lei Geral das Telecomunicações, aprovada em 1997 no Congresso, autoriza a privatização da Telebrás. Isso é o Brizola que todos nós conhecemos há mais de 40 anos, comentou.
Ele comparou o candidato a vice-presidente pela aliança PT/PDT a um dos líderes do Movimento dos Sem-Terra (MST) João Pedro Stédile, que fez nos Estados Unidos declarações contra a presença de investidores estrangeiros no Brasil. Ele quis assustar os investidores, afirmou o ministro.
Mendonça de Barros pediu ainda ao candidato à Presidência do PPS, Ciro Gomes, que também criticou o preço baixo de venda da Telebrás, que não se envolva no debate político em torno do assunto. (AE)





