Os aliados do governo na Câmara não esperaram a conclusão da votação da CPMF em dois turnos para começar a cobrar da equipe econômica uma solução para a crise. Depois de aprovar em primeiro turno a recrição da CPMF com uma alíquota de 0,38% sobre os cheques, eles aliados querem uma resposta rápida do governo para a crítica situação do País. ‘‘O Congresso, depois de aprovado o segundo turno da CPMF, terá concluído sua parte’’, afirmou o líder do PFL na Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PE).
‘‘Compete agora à área econômica fazer a sua parte: procurar manter a estabilidade no País, abaixar o valor do dólar, controlar o câmbio e baixar os juros para estimular o emprego’’, cobrou. O líder ressaltou que, com a garantia da CPMF dada pelo Congresso, o governo poderá receber a primeira parcela do socorro financeiro do FMI, de R$ 9,3 bilhões, para dar andamento a projetos de desenvolvimento da economia nacional.
O aliado PMDB, que ameaçou votar contra a CPMF e acabou apoiando o governo, também enumerou cobranças à equipe econômica. ‘‘Tudo o que o governo pediu, o Congresso deu; a partir de agora é esperar resultados’’, alertou o vice-líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN). ‘‘Todos queremos dias mais estáveis’’, ressaltou. ‘‘O Congresso não vai deixar sua participação barata’’, emendou o líder do PT, José Genoíno (SP). A CPMF deverá ser aprovada em segundo turno na próxima quarta-feira.

mockup