Brasília - As cúpulas da Câmara e do Senado discutem um reajuste linear de 15% para os funcionários públicos do Legislativo, que deverá ser estendido aos deputados e senadores. Mas o aumento, que elevará os salários dos parlamentares de R$ 12.720,00 para R$ 14.628,00, só deverá ser aprovado em novembro. Os congressistas não querem tratar de elevação salarial antes das eleições municipais para evitar desgastes com o eleitorado.
''O que me preocupa é que estão querendo vincular esse assunto à reeleição para a presidência da Câmara e do Senado, o que é um absurdo'', disse o segundo vice-presidente do Senado, Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO). Campos contestou a tese de que os presidentes da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), e do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), estariam dispostos a ampliar a remuneração para facilitar a aprovação da emenda à Constituição que permite a reeleição dos integrantes das Mesas Diretoras. ''Sarney e João Paulo não precisam disso porque têm prestígio e história, e R$ 2 mil a mais de salário não vai influenciar o voto de nenhum parlamentar'', afirmou.
A reivindicação dos funcionários do Legislativo por melhoria salarial foi feita com base nos reajustes dados a 14 categorias de funcionários públicos do Executivo. No início de agosto, o Sindicatos do Servidores do Legislativo (Sindlegis) apresentou estudo pleiteando aumento linear de 28%. O porcentual foi indeferido pela Diretoria-Geral do Senado. Então, o Sindlegis passou a reivindicar 15% de aumento linear.

mockup