Congresso dos EUA pressiona o FBI
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segunda-feira, 03 de junho de 2002
Patrick Anidjar<br>France Presse 
WashingtonO diretor do FBI, Robert Mueller, comparecerá esta semana ao Congresso para explicar as falhas da instituição, enquanto surgem novas revelações sobre as informações de que dispunha e que não teria levado em consideração antes dos atentados de 11 de setembro.
O que sabia e o que não sabia o FBI sobre a rede al Qaeda de Osama bin Laden antes dos ataques? Poderia ter feito algo mais para evitá-los? O diretor do FBI deverá responder nos próximos dias a estas perguntas a portas fechadas ante uma comissão especial do Senado e da Câmara de Representantes, liderada pelo democrata Bob Graham e o republicano Porter Goss.
Enquanto isso, o diretor mobiliza esforços para demonstrar que a instituição está extraindo todas os ensinamentos do desastre de 11 de setembro. Semana passada foi anunciada uma profunda reforma do FBI. Segundo The Washington Post, o próprio diretor se encarregou de examinar as solicitações de mandatos de busca vinculados às investigações sobre terrorismo.
Outras agênciasSe o FBI recebeu as críticas mais severas por ter ignorado as advertências de um de seus agentes em Phoenix (Arizona), a CIA e a NSA (National Security Agency) também estão no centro da tormenta.
O que vimos ultimamente com o FBI o veremos com a CIA, a NSA e outras, advertiu ontem na rede ABC o senador republicano (Alabama) Richard Shelby, vice-presidente da comissão do Senado sobre Inteligência.
Outra sessão pública está prevista para o final de junho, da qual participarão Mueller e o chefe da CIA, George Tenet. O presidente George W. Bush, por sua vez, visitará hoje a sede da NSA sem a presença de câmaras nem microfones.
Coleen Rowley, uma assessora jurídica do escritório do FBI em Minneapolis (Minnesota), que dirigiu uma carta a Mueller criticando o funcionamento do quartel-general do FBI em Washington, comparecerá quinta-feira ante a comissão judicial do Senado, liderada pelo democrata Patrick Leahy.
Esta sessão faz parte da investigação empreendida pelo Congresso depois de 11 de setembro para tentar verificar melhor os erros que levaram a esta tragédia, que causou cerca de 3 mil mortos.


