Curitiba - Os rumos do PT estão na pauta do congresso estadual da sigla, que começou ontem em Curitiba. O fato do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não participar, pela primeira vez, como candidato nas próximas eleições majoritárias, em 2010, deve ser assunto do encontro, mesmo nos corredores do local do evento. O presidente do PT no Paraná, deputado federal André Vargas, admitiu que a sigla precisa se reorganizar, até em função das eleições de 2010. ''O Lula será um grande cabo eleitoral, mas isso não basta. Precisamos nos mobilizar e o congresso estadual é um momento de reflexão.''
A eleição de 2010, avalia Vargas, será ''desafiadora'' para o PT. ''Vamos deliberar pela primeira vez sobre um candidato, entendendo que o governo Lula hoje é de 'coalizão'. Não descartamos também as alianças'', afirma Vargas, que representaria um setor do PT que deseja mais ''flexibilidade''.
Mas, por ser um encontro ''não-eleitoral'', conforme Vargas, o congresso não vai tratar de alianças, mas a discussão sobre o rumo do PT deverá estar ligada a decisões eleitorais futuras. O deputado estadual Tadeu Veneri (PT), disse que o PT precisa se decidir entre ''continuar na mesma linha, formando quadros, propondo soluções para os problemas'' ou ''meramente eleitoral, como aqueles partidos que só se reúnem na véspera da eleição''.
Veneri conta que, das nove regionais do PT em Curitiba, somente três tiveram quórum suficiente para deliberar questões. ''Ou não estão motivados para a vida política ou se tornaram filiados num momento que era conveniente.'' Vargas, no entanto, disse que a sigla continua sendo a única no País que realiza reuniões frequentes para tratar de temas que não envolvem as eleições. ''Tanto que estamos realizando um encontro assim hoje.'' Do congresso estadual, devem sair cerca de 60 delegados para o congresso federal do PT.

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