Concluídas as convenções partidárias, deputados e senadores despediram-se de Brasília rumo às suas bases eleitorais, onde vão se dedicar à campanha eleitoral. A conclusão da reforma da Previdência fica para depois das eleições, e outros assuntos, como a reforma tributária e a reformulação da segurança, só serão debatidos no ano que vem.
Ontem, os parlamentares voaram para os seus estados depois de votarem a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), na quarta-feira, cumprindo o prazo regimental exigido para aprovação das regras ao Orçamento da União. Mas deixaram para trás a reforma da Previdência, cujo segundo turno se arrasta desde maio passado e deverá ser concluído apenas depois eleições. É quando serão apreciados os últimos destaques apresentados pela oposição (três), tentando reverter pontos importantes da emenda aprovada pela Câmara.
Apesar das pressões sobre a base governista para concluir a votação da emenda antes das eleições, esse atraso na votação poderá privilegiar o governo federal, que terá mais tempo para mobilizar sua bancada e garantir a rejeição dos destaques, cuja eventual aprovação seria desfavorável.

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