O Congresso passa a centralizar nesta semana o debate sobre o ajuste fiscal, com o avanço das articulações de todos os setores atingidos pelos cortes. Além do governo e da oposição, estarão em ação os lobbies dos empresários, servidores publicos e inativos, todos interessados em reduzir o alcance da ‘‘mordida’’ das medidas de contenção de gastos.
‘‘Vai começar a tramitação do pacote’’, disse o deputado José Genoíno (PT-SP). ‘‘Esse movimento é normal’’, afirmou o líder do PMDB, deputado Geddel Vieira Lima (BA). ‘‘Já estamos acostumados’’.
Genoíno afirmou que a votação do ajuste agora, no final da legislatura, atenderá aos interesses do governo, a exemplo do que ocorreu, na quarta-feira passada, com a derrubada dos últimos destaques da reforma da Previdência .‘‘O congresso, lamentavelmente, está disponível para tudo’’, afirmou. ‘‘Há uma disposição muito grande para o toma lá, dá cᒒ. O líder do PMDB reconheceu que ‘‘o clima está bom para o governo’’.
O vice-líder do PT no Senado, José Eduardo Dutra (SE), entende que a derrota nas eleições de 40% dos deputados que tentaram se reeleger e que agora procuram uma colocação explica a situação. ‘‘Muitos deles estão sensíveis aos argumentos do governo’’, ironizou.
Para o líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), a semana vai mostrar o ‘‘amadurecimento’’ dos parlamentares com relação aos pontos do ajuste fiscal. Na terça-feira os líderes vão avaliar a receptividade das bancadas às cinco medidas provisórias que tratam de matérias previdenciárias. Se for positiva, as MPs serão votadas na quarta-feira.

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