Brasília - O plenário do Congresso Nacional aprovou a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2012. Pelo texto acatado, o governo federal, além de cumprir a meta de superavit primário, terá que atender ainda uma meta de deficit nominal de 0,87% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano. De janeiro a maio deste ano, segundo o Banco Central, esse resultado nominal foi negativo em 2,24% do PIB. Em 2010, o deficit era de 2,55% do PIB.
O líder do governo no Congresso, o deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS), afirmou que era contrário à aprovação da meta de deficit nominal e que a tendência é de que a presidente Dilma Rousseff vete o artigo.
A LDO aprovada ontem também prevê que os gastos para custeio da máquina, o que não inclui as despesas com educação e saúde, devem crescer um ritmo inferior ao do investimento. Também foi confirmado que o governo terá que ter o aval do Congresso Nacional para realizar as emissões de títulos para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Fundo Soberano. Assim como a meta de deficit nominal, esses dois pontos também devem ser vetados pelo governo federal.

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