Congresso adia possíveis punições a ACM e Barbalho
A eventual punição do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e do presidente nacional do PMDB e líder do partido no Senado, Jáder Barbalho (PA), por conta da troca pública de ofensas e acusações não será examinada tão cedo pelo Congresso. A disposição de adiar o exame do requerimento dos partidos de oposição, pedindo providências contra os brigões, ficou clara no despacho do presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), ao receber o documento. Tebet informou à Secretaria-Geral da Mesa Diretora do Senado que o conselho só examinará o assunto em 2001 e não marcou data.
Aliados e adversários do governo no Senado chegaram a pressionar Tebet para votar logo o requerimento, abrindo espaço para uma punição mais rigorosa do que a advertência escrita que ACM e Barbalho receberam de seus pares. Como o regimento prevê penas mais duras aos reincidentes, líderes da base e de partidos de oposição cogitaram uma suspensão temporária.
Em tese, se a pena for esticada ao máximo de 30 dias, poderia solucionar por W.O (ausência do competidor) a guerra pela presidência do Senado, com a ausência de Barbalho. Mas nem ACM, o maior adversário do peemedebista, acredita nesta hipótese. (A.E.)





