Congressistas travaram guerra de assinaturas
Brasília - O requerimento de instalação da CPI dos Correios foi lido na sessão do Congresso com o apoio de 254 deputados, 83 a mais do que as 171 necessárias, e 51 senadores, 24 a mais do que os 27 exigidos. Mas, no início da noite, outros quatro deputados aderiram à CPI, dois deles do PT: Maria José Maninha (DF) e Paulo Rubem Santiago (PE), além de Manato (PDT-ES) e de Gerson Gabrielli (PFL-BA).
Na guerra das assinaturas, o governo tinha as suas a retirar, mas suspeitava de que a oposição guardava outras, não divulgadas, para surpreender o Planalto à última hora e manter a CPI. Isso dificultou muito o trabalho dos governistas. ''Nesse momento, não dá para dizer se teremos ou não a CPI'', repetia o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que ontem fez pelo menos quatro reuniões com a desobediente bancada.
Os autores do requerimento para a criação da CPI foram os líderes do PFL no Senado e na Câmara, José Agripino (RN) e Rodrigo Maia (RJ), do PSDB no Senado e na Câmara, Arthur Virgílio Neto (AM) e Alberto Goldman (SP), e da minoria nas duas Casas, José Jorge (PFL-PE) e José Carlos Aleluia (PFL-BA). No documento, eles apenas repetiram reportagem da revista ''Veja'' sobre o escândalo da cobrança de propinas nos Correios por parte do então chefe do Departamento de Contratação da estatal, Maurício Marinho, ligado ao PTB (leia na página 5).





