Congregação revê a participação na política
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de maio de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
A saída do missionário Miranda Leal da presidência da Igreja Só o Senhor é Deus, de Maringá, deve mudar os rumos da congregação em relação à política. Desde a fundação da Igreja por Leal, em 1974, apenas uma vez a igreja havia lançado e apoiado abertamente um candidato. O resultado negativo das urnas levou Leal a evitar novas tentativas. Mas nós sempre orientamos nossos fiéis para o voto em candidatos que tenham uma vida voltada ao Evangelho, explica o atual vice-presidente da igreja, Geraldo Aparecido Marciano.
Ele revela ainda que existe um debate dentro da congregação para o lançamento de candidatos próprios, que pertençam ao quadro da igreja. A idéia é nova e está em fase de amadurecimento, diz. Mesmo assim a postura da igreja continua a ser de atender aos candidatos que procuram os templos e apoiar os que se enquadram na linha da Só o Senhor é Deus. Os que se identificam com a igreja ganham espaço, sempre fora dos cultos, observa. No total são cerca de 1,6 mil templos no Brasil, Argentina e Paraguai e mais de 1 millhão de seguidores. Marciano explica que a igreja tem uma orientação aos pastores, mas eles são livres para apontar o candidato de cada cidade.
Na avaliação de Marciano, pelo menos 90% dos fiéis ligados à igreja fecham o voto nos candidatos indicados. Não temos como medir isso, mas o pessoal segue a orientação da igreja, diz. A renúncia de Miranda Leal à presidência da Igreja acusado de desviar bens e recursos da igreja, não abalou os fiéis na avaliação dos atuais dirigentes.


