Rio - No segundo dia de aplicação da ordem judicial que prevê a identificação de todos os cidadãos americanos que chegam ao País, a confusão no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, foi tanta que até canadenses foram erroneamente submetidos à mesma exigência. Houve filas em consequência da falta de estrutura da Polícia Federal (PF) para executar com agilidade todo o procedimento.
''Tivemos que deslocar funcionários de outra repartição e convocar quem não estava de plantão. Se a ordem judicial se mantiver, teremos que criar melhores condições de atendimento, porque senão, quando houver um número maior de americanos chegando, certamente haverá um atraso muito grande'', admitiu o delegado da Polícia Federal, Marcos Brugger.
''Ninguém nos informou sobre nada. Não estou entendendo nada''. reclamou o canadense Malcom Lee Morris. ''Tivemos oito horas de vôo, estamos cansados e isso está precisando de mais estrutura para funcionar melhor'', criticou ele que, com o pai em uma cadeira de rodas, foi confundido com cidadão americano e fichado da mesma maneira.
Depois de receber as explicações sobre os motivos que levaram o Brasil a adotar tal medida, ele se conformou: ''O país está certo. Se fazem isso com cidadãos brasileiros, é correto ter o mesmo procedimento''.
Surpresa e resignação foram os sentimentos de todos os passageiros que chegaram ontem ao Brasil pelo aeroporto do Rio, vindos dos Estados Unidos.
Além das impressões digitais dos dez dedos, os americanos também estão sendo fotografados. Os novos procedimentos foram determinados pelo juiz Julier Sebastião da Silva, do Mato Grosso, com base na lei da reciprocidade internacional. Isso porque os Estados Unidos começam a partir de hoje a identificar estrangeiros em todos os seus aeroportos, com exceção dos nascidos em 26 países, a maioria da Europa, além de Japão, Austrália e Brunei.

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