Confusão marcou último pleito
O imbróglio histórico que marcou as últimas eleições presidenciais dos Estados Unidos foi uma lição para a sociedade norte-americana, de acordo com o movimento que defende a expansão da participação feminina na política.
Na ocasião, o anúncio oficial da vitória do republicano George W. Bush sobre o democrata Al Gore foi protelada por semanas devido a problemas em máquinas apuradoras até que uma recontagem manual fosse feita em vários condados espalhados pelo País, especialmente no estado sulista da Flórida.
Foi um alerta para todos os distritos e houve uma mobilização em muitas comunidades, conta Zaida Arguedas, vice-diretora executiva da League of Women Voters, que mora em Maryland.
No nosso distrito havia equipamentos centenários e hoje estamos implantando urnas eletrônicas e fazendo campanhas de esclarecimento, relata.
O consultor Craig Varoga afirma que não há nenhuma possibilidade a curto prazo do complicado sistema eleitoral do país ser remodelado. Está na Constituição é quase impossível haver alguma mudança importante, acredita. Nas últimas eleições, Bush obteve vitória no colégio eleitoral, após perder na soma da eleição direta.
Zaida e Varoga concordam que a crise pós-eleitoral não fragilizou a autoridade do governo Bush, um dos mais populares em 226 anos de democracia (segundo o último levantamento do Instituto Gallup, o presidente tem 84% de aprovação). Os democratas entenderam que o presidente precisava de apoio para enfrentar aquela situação constrangedora e, depois, com a guerra, o anseio de união nacional acabou consolidando isso, interpretou Maria Estela Segatto Corrêa, assessora do consulado dos EUA em São Paulo. (L.F.M.)





